CBDEL · IntegridadeEst. 14.09.2018Sistema IESF · WADA

DEPADES

Departamento Antidopagem do Esports

O departamento da CBDEL que protege a verdade esportiva do Esporte Eletrônico em todas as frentes em que ela pode ser fraudada: no organismo, no cérebro, no código, no equipamento, na rede e na identidade de quem joga.

6Eixos de integridade
96Termos técnicos
1ºDepartamento da CBDEL
// O nome

Cada letra tem uma razão de ser

DEPADES não é uma sigla de ocasião. Cada parte do nome foi escolhida para dizer exatamente o que o Departamento é, a quem pertence e até onde vai.

DEPDepartamentoÓrgão permanente da estrutura da CBDEL, com direção própria, protocolos e responsabilidade institucional.
AAntiAtuação preventiva e de combate: educar antes, detectar durante, apurar depois.
DDopagemO termo oficial em língua portuguesa, no sentido amplo: toda vantagem artificial que não nasce do atleta.
ESdo EsportsA modalidade a que o Departamento pertence, e não apenas o tema sobre o qual ele fala.
Por que “Antidopagem”

A língua do sistema oficial

“Doping” é o termo em inglês. “Dopagem” e “antidopagem” são os termos do ordenamento esportivo brasileiro, usados pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem em seu Código Brasileiro Antidopagem. O DEPADES fala a mesma língua de quem regula o esporte no país.

Por que “do” Esports

Pertencimento, não assunto

Um departamento “no” Esports observaria a modalidade de fora. O DEPADES é “do” Esports: um órgão da estrutura da modalidade, com autoridade sobre as competições que a CBDEL organiza e chancela.

Por que “Dopagem” amplia

Além da química

No esporte tradicional, dopagem é quase sempre química. No Esporte Eletrônico, a vantagem artificial também mora no software, no hardware, na rede e na identidade. O DEPADES nasceu, em 2018, já com essa leitura ampla.

No Esporte Eletrônico, a vantagem ilegítima nem sempre está no sangue. Às vezes está no cabo, no código ou na conta.Premissa do Departamento · desde 14/09/2018
// Alcance

Onde a WADA alcança. E onde a CBDEL vai além.

O DEPADES atua em duas frentes complementares: dentro do sistema mundial antidopagem e no território que nenhum código internacional ainda cobre.

Controle de dopagem
Frente 1 · Sistema mundial

Dopagem química, no padrão WADA

Substâncias e métodos proibidos seguem o Código Mundial Antidopagem. A CBDEL é filiada à IESF, International Esports Federation, signatária do Código, e o atleta brasileiro que compete no circuito IESF está sujeito às mesmas regras e aos mesmos controles do esporte olímpico. No território nacional, o controle de dopagem é atribuição da ABCD, Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem.

Código Mundial AntidopagemLista ProibidaAUTIESFABCD
Integridade tecnológica
Frente 2 · Além do código

Dopagem tecnológica, ambiente e identidade

Cheats, hardware adulterado, manipulação de rede, informação externa e fraude de identidade não estão na Lista Proibida, porque não existem no esporte tradicional. São o doping nativo do Esports. O DEPADES foi criado para enfrentá-los com o mesmo rigor que o esporte dedica à química.

SoftwareHardwareRedeInformaçãoIdentidade
A única entidade nacional brasileira de Esports filiada à IESF, signatária do Código Mundial Antidopagem.Isso coloca o atleta da CBDEL dentro do sistema antidopagem mundial, condição exigida de toda modalidade que pretende integrar o movimento olímpico.
// Laboratórios

Análise independente, química e tecnológica

O DEPADES não analisa as próprias amostras nem faz a perícia dos próprios casos. A CBDEL vai trabalhar com laboratórios terceirizados e especializados, para que a prova seja técnica, independente e válida perante a justiça desportiva.

Laboratório 01 · Química

Análise de amostras

Amostras de urina e sangue coletadas em controle de dopagem são analisadas por laboratório terceirizado credenciado pela WADA, seguindo a cadeia de custódia e os padrões internacionais de análise.

  • Substâncias e métodos da Lista Proibida
  • Cadeia de custódia da amostra
  • Contraprova assegurada ao atleta
Laboratório 02 · Tecnologia

Perícia de software e hardware

Equipamentos, arquivos e registros apreendidos em competição são periciados por laboratório terceirizado de forense digital, com laudo técnico que instrui o processo no STJDEE.

  • Periféricos, firmware e placas adicionais
  • Máquinas, arquivos do jogo e processos em execução
  • Registros de rede, telemetria e gravações da partida
// Escopo

Seis eixos de integridade

Dois eixos seguem a lógica clássica da dopagem. Quatro são próprios do Esporte Eletrônico e formam o centro do trabalho do Departamento.

DP-01Padrão WADA

Dopagem Química

Substâncias e métodos da Lista Proibida, com atenção especial aos estimulantes, a classe de maior risco em modalidades de foco e reação.

  • Educação sobre a Lista Proibida
  • Orientação de AUT e medicamentos
  • Suplementos e risco de contaminação
  • Controles no circuito IESF
  • Análise em laboratório credenciado pela WADA
DP-02Monitoramento

Neurodopagem

Estimulação cerebral e substâncias cognitivas usadas para ganho artificial de foco, reação e vigília. Território em que a ciência ainda define limites.

  • Estimulação transcraniana
  • Nootrópicos e smart drugs
  • Pesquisa em parceria com o NEXSPEEL
  • Limite entre treino e estimulação
DP-03Foco

Dopagem Tecnológica

Software e hardware que fazem o equipamento jogar pelo atleta, ou que revelam o que o jogo esconde.

  • Cheats de mira e de visão
  • Scripts, macros e bots
  • Cheats de kernel, DMA e IA
  • Periféricos e firmware adulterados
  • Perícia em laboratório de forense digital
DP-04Foco

Integridade de Ambiente

Manipulação da rede, do servidor e do fluxo de informação da partida, presencial ou online.

  • Lag switch, fake lag e DDoS
  • Ghosting e stream sniping
  • Coaching e comunicação ilegais
  • Pausas e desconexões abusivas
DP-05Foco

Integridade de Identidade

Garantia de que quem está inscrito é quem está jogando, com a conta que lhe pertence.

  • Ringer e conta compartilhada
  • Elojob, smurf e compra de contas
  • Phishing e sequestro de conta
  • Fraude documental e deepfake
DP-06Interface

Integridade de Resultados

Indícios de manipulação de resultados detectados pelo DEPADES são encaminhados à Comissão de Ética e ao STJDEE.

  • Match-fixing e spot-fixing
  • Throwing e win trading
  • Colusão entre adversários
  • Apostas com informação privilegiada
// Verificação

Medir a integridade de quem joga

A CBDEL desenvolve, em cooperação com parceiros da China, soluções de verificação contínua do atleta e do equipamento durante a partida, que serão trazidas ao Brasil para as competições oficiais.

Em desenvolvimento · Cooperação Brasil–China
Periférico biométrico
Reconhecimento facial
Inspeção de hardware

Periférico biométrico

Mouse com leitura de impressão digital, que confirma a identidade do atleta enquanto ele joga.

Reconhecimento facial contínuo

Verificação do rosto ao longo de toda a partida, e não apenas no credenciamento.

Rastreamento ocular

Leitura do olhar do atleta, que confirma presença e ajuda a identificar consulta a fontes externas de informação.

Inspeção de hardware e firmware

Verificação de periféricos, placas e firmware antes e durante a competição.

Telemetria e análise com IA

Padrões estatísticos de mira, reação e movimento que distinguem o humano da máquina.

Ambiente controlado

Máquinas oficiais, rede dedicada e protocolos de área de competição em eventos presenciais.

Biometria, dados de saúde e proteção do atleta

Dados biométricos e de saúde são dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). São coletados apenas para verificação de integridade e saúde do atleta, com consentimento dele e, no caso de menores de 18 anos, de seus responsáveis legais, e tratados com finalidade, prazo e segurança definidos. Encarregado de Dados: juridico@cbdelesports.com.br

// Protocolo

Quem apura não julga

O DEPADES educa, previne, detecta e apura. O julgamento é do STJDEE, e dos TJDEE nas federações estaduais, com contraditório e ampla defesa. A separação entre quem investiga e quem decide é o que dá validade à sanção.

01

Educar

Atletas, técnicos, equipes, árbitros e organizadores conhecem as regras antes de competir.

02

Prevenir

Homologação de equipamento, AUT prévia, protocolos de área de competição e de partidas online.

03

Detectar

Anti-cheat, telemetria, inspeção, biometria, revisão de partidas e denúncias.

04

Apurar

Preservação de evidências, laudo de laboratório terceirizado e instrução do caso.

05

Encaminhar

STJDEE julga. Comissão de Ética recebe indícios de manipulação de resultados.

A partida mais limpa é aquela que ninguém precisa julgar.DEPADES · prevenção antes da sanção

// Sistema

Com quem o DEPADES trabalha

IESFFederação internacional signatária do Código Mundial Antidopagem
ABCDAutoridade Brasileira de Controle de Dopagem
STJDEEJulga as infrações apuradas pelo Departamento
Comissão de ÉticaRecebe indícios de manipulação de resultados
NEXSPEELSaúde, medicamentos e pesquisa sobre neurodopagem
Comissão de AtletasInterlocutora na construção das regras
Federações estaduaisAplicam os protocolos e julgam pelos TJDEE
Organizadores e publishersAnti-cheat, dados de partida e regulamentos
// Glossário

A linguagem da integridade no Esports

Os termos técnicos que o DEPADES usa para educar, detectar e apurar. Conhecer o nome de uma fraude é o primeiro passo para não cometê-la e para reconhecê-la.

96 termos

Dopagem

Doping

Uso de substância ou método proibido, ou qualquer outra violação das regras previstas no Código Mundial Antidopagem.

Código Mundial Antidopagem

World Anti-Doping Code · WADC

Documento-base da WADA que harmoniza as regras antidopagem entre todas as entidades signatárias no mundo.

Lista Proibida

Prohibited List

Relação publicada anualmente pela WADA com as substâncias e os métodos proibidos em competição, fora de competição ou em esportes específicos.

AUT

Autorização de Uso Terapêutico · TUE

Permite ao atleta usar um medicamento que consta da Lista Proibida quando há indicação médica comprovada. Deve ser solicitada antes de competir.

Estimulantes

Stimulants · classe S6

Classe que inclui anfetaminas, metilfenidato e modafinil, proibida em competição. É a de maior risco em modalidades que dependem de foco e reação.

Canabinoides

Cannabinoids · classe S8

Proibidos em competição pela Lista Proibida, com exceção do canabidiol (CBD).

Esteroides anabolizantes

Anabolic agents · classe S1

Proibidos em competição e fora dela. Não se restringem a esportes de força: já foram detectados em competições de Esports.

Betabloqueadores

Beta-blockers · classe P1

Reduzem tremor e frequência cardíaca. São proibidos apenas nos esportes de precisão listados pela WADA; seu efeito em modalidades de mira é objeto de estudo.

Programa de Monitoramento

Monitoring Program

Substâncias não proibidas que a WADA acompanha para identificar padrões de uso, como cafeína e nicotina.

Resultado Analítico Adverso

Adverse Analytical Finding · AAF

Laudo laboratorial que identifica, em uma amostra, substância proibida ou seus metabólitos.

Responsabilidade objetiva

Strict liability

O atleta responde pelo que é encontrado em seu organismo, com ou sem intenção. A ausência de intenção pode reduzir a sanção, mas não afasta a infração.

Em competição e fora de competição

In-competition · Out-of-competition

Os dois períodos de controle previstos no Código. Algumas substâncias são proibidas apenas em competição; outras, sempre.

Localização

Whereabouts

Informação de paradeiro prestada por atletas de grupos-alvo para permitir controles fora de competição.

Contaminação de suplementos

Supplement contamination

Presença de substância proibida não declarada no rótulo de suplementos. Pela responsabilidade objetiva, o risco é do atleta.

Neurodopagem

Neurodoping

Uso de técnicas de estimulação cerebral para ganho artificial de desempenho. Não consta da Lista Proibida e é debate aberto na ciência e na governança esportiva.

ETCC

tDCS · Transcranial Direct Current Stimulation

Estimulação transcraniana por corrente contínua: corrente elétrica de baixa intensidade aplicada ao couro cabeludo para modular a atividade do córtex.

EMT

TMS · Transcranial Magnetic Stimulation

Estimulação magnética transcraniana, que usa campos magnéticos para estimular regiões específicas do cérebro.

Nootrópicos

Nootropics · smart drugs

Substâncias usadas para melhorar atenção, memória ou vigília. Algumas constam da Lista Proibida; outras não, mas exigem orientação médica.

Microdosagem

Microdosing

Uso de doses muito baixas de substâncias psicoativas com o objetivo de alterar o desempenho cognitivo.

Neurofeedback

Neurofeedback training

Treino com retorno da atividade cerebral em tempo real. Como método de treino é legítimo e acompanhado pelo NEXSPEEL; o DEPADES observa o limite entre treinar e estimular artificialmente.

Aimbot

Mira automática

Software que localiza o adversário e posiciona a mira sobre ele automaticamente.

Silent aim

Mira silenciosa

Faz o disparo acertar o alvo sem que a mira se mova na tela, o que dificulta a detecção visual por árbitros e espectadores.

Triggerbot

Gatilho automático

Dispara automaticamente no instante em que a mira passa sobre um adversário.

Aim lock

Assistência de mira ilegal

Trava ou corrige a mira além do que o jogo e o regulamento permitem.

Wallhack

Visão através de paredes

Permite ver adversários através de paredes, fumaça e outros obstáculos.

ESP

Extra-Sensory Perception

Exibe na tela informações ocultas: posição, vida, equipamento e distância dos adversários.

Radar hack

Minimapa adulterado

Mostra no minimapa adversários que estão fora do campo de visão do atleta.

No-recoil

Anti-recoil · no-spread

Elimina por software ou script o recuo e a dispersão das armas.

Speed hack

Aceleração

Acelera o movimento ou as ações do personagem além do permitido pelo jogo.

Macro

Macro

Sequência de comandos executada por um único acionamento. É infração quando o regulamento exige execução manual.

Script

Script

Código que automatiza ou otimiza ações dentro do jogo.

Bot

Robô

Programa que joga parcial ou totalmente no lugar do atleta.

Injeção de código

Code injection · DLL injection

Inserção de código no processo do jogo para alterar seu funcionamento.

Edição de memória

Memory editing · trainer

Alteração direta de valores na memória do jogo, como vida, munição ou posição.

Exploit

Bug abuse

Exploração deliberada de uma falha do jogo para obter vantagem não prevista pelo regulamento.

Arquivos adulterados

Modified files · texture hack

Alteração de arquivos do jogo, como texturas transparentes ou cores realçadas, para ganhar visão ou informação.

Colorbot

Pixel bot

Lê os pixels da tela, por fora do jogo, para mirar ou disparar. Não toca na memória do jogo, o que o torna difícil de detectar por anti-cheats tradicionais.

Cheat com IA

AI · computer vision cheat

Usa visão computacional para reconhecer adversários na imagem da partida e controlar a mira.

Cheat de kernel

Kernel-level cheat

Opera no núcleo do sistema operacional, com privilégio igual ou superior ao do anti-cheat.

Cheat de hypervisor

Hypervisor cheat

Roda abaixo do sistema operacional, em camada de virtualização, para se esconder do anti-cheat.

Cheat de inicialização

EFI · boot cheat

Carregado antes do sistema operacional, ainda na inicialização da máquina.

Spoofer

HWID spoofer

Falsifica a identificação do hardware para burlar banimentos aplicados à máquina.

Cheat menu

Cheat suite

Interface que reúne vários cheats em um só programa, ativados por atalhos.

Cheat DMA

Direct Memory Access

Placa conectada ao computador que lê a memória do jogo e envia os dados a um segundo computador, fora do alcance do anti-cheat.

Adaptador de entrada

Input adapter

Dispositivo entre o periférico e o console ou PC que injeta scripts e anti-recoil, ou converte mouse e teclado em controle sem que o sistema perceba.

Injetor de comandos

Hardware input injector

Dispositivo que envia movimentos e cliques como se viessem do periférico do atleta. É o braço físico de colorbots e cheats com IA.

Macro em firmware

Firmware macro

Macro gravada no próprio mouse ou teclado, invisível ao software do computador.

Rapid fire

Turbo

Converte um único toque em disparos ou comandos repetidos automaticamente.

Periférico modificado

Modified peripheral

Mouse, teclado ou controle com circuito, firmware ou componentes alterados.

Dispositivo oculto

Concealed device

Celular, segunda tela, ponto eletrônico ou qualquer equipamento não autorizado na área de competição.

Lag switch físico

Hardware lag switch

Interruptor instalado no cabo de rede para cortar a conexão por instantes.

Lag switch

Corte de conexão

Interrupção proposital e momentânea da conexão, por hardware ou software. Os adversários congelam enquanto as ações do infrator ficam em fila.

Fake lag

Lag artificial

Simulação de latência para tornar o infrator mais difícil de acertar.

Look-ahead

Look-ahead cheating

Em partidas ponto a ponto, atrasar as próprias ações para ver as do adversário antes de agir.

DDoS

Distributed Denial of Service

Ataque que sobrecarrega a conexão do adversário ou o servidor da partida para derrubá-los.

IP booter

Stresser

Serviço contratado para derrubar a conexão de um alvo. É a ferramenta típica de DDoS contra atletas.

Ghosting

Informação externa

Uso de informação vinda da transmissão, da plateia ou de terceiros durante a partida.

Stream sniping

Espionagem pela transmissão

Assistir à transmissão ao vivo do adversário para saber sua posição e sua estratégia.

Screen peeking

Olhar a tela alheia

Observar a tela do adversário em evento presencial ou em tela dividida.

Coaching ilegal

Illegal coaching

Instrução técnica fora dos momentos ou dos canais permitidos pelo regulamento.

Comunicação não autorizada

Unauthorized communication

Contato por voz, mensagem ou dispositivo com pessoas de fora da equipe durante a partida.

Abuso de pausa técnica

Pause abuse

Pedido de pausa sem problema técnico real, para quebrar o ritmo do adversário ou ganhar tempo.

Desconexão intencional

Disconnect abuse · rage quit

Sair da partida de propósito para forçar reinício, anulação ou outra vantagem.

Manipulação de rota

VPN · route manipulation

Uso de VPN ou de rotas de rede para alterar latência, região ou servidor da partida.

Sabotagem de equipamento

Equipment tampering

Adulteração do equipamento, da rede ou da configuração do adversário.

Sala adulterada

Lobby · server tampering

Alteração das regras ou dos parâmetros do servidor ou da sala de jogo.

Ringer

Atleta substituto

Pessoa que joga no lugar de um atleta inscrito, usando a conta e a identidade dele.

Compartilhamento de conta

Account sharing

Uso da mesma conta por mais de uma pessoa.

Elojob

Boosting

Subir o ranqueamento de uma conta jogando por ela ou carregando o titular, em geral mediante pagamento.

Smurf

Smurfing

Conta secundária usada por jogador experiente para enfrentar adversários de nível menor ou esconder sua identidade.

Compra e venda de contas

Account trading

Aquisição de conta já ranqueada para disputar qualificatórias ou divisões sem mérito próprio.

Multiconta

Multi-accounting

Inscrição com mais de uma conta na mesma competição.

Falsidade documental

Identity · age fraud

Uso de documento, idade ou nacionalidade falsos para obter elegibilidade.

Phishing

Pesca de credenciais

Golpe por mensagem, link ou página falsa para roubar senhas e acessos.

Sequestro de conta

Account takeover

Tomada da conta de outro atleta a partir de credenciais roubadas.

SIM swap

Troca de chip

Transferência fraudulenta do número de celular da vítima para receber seus códigos de verificação.

Engenharia social

Social engineering

Manipulação de pessoas para obter acesso, informação ou senha.

Deepfake

Mídia sintética

Imagem, vídeo ou voz gerados artificialmente para enganar a verificação de identidade.

Manipulação de resultados

Match-fixing

Acordo para definir previamente o resultado de uma partida ou competição.

Spot-fixing

Manipulação pontual

Manipulação de um evento específico dentro da partida, como o primeiro abate ou o placar de um round.

Throwing

Entregar a partida

Perder ou render abaixo do próprio nível de propósito.

Win trading

Troca de vitórias

Acordo entre jogadores ou equipes para alternar vitórias e inflar ranqueamentos.

Colusão

Collusion · teaming

Acordo entre adversários para atuar em conjunto, comum em modalidades battle royale.

Apostas com informação privilegiada

Insider betting

Apostar, ou repassar informação para apostas, a partir de conhecimento interno da partida.

Skin gambling

Apostas com itens virtuais

Apostas com itens de jogo de valor real, fora de qualquer regulação.

Anti-cheat de cliente

Client · kernel anti-cheat

Software instalado na máquina do atleta que monitora processos, memória e drivers durante a partida.

Anti-cheat de servidor

Server-side anti-cheat

Validação, no servidor, de que as ações do jogador são fisicamente possíveis dentro das regras do jogo.

Análise comportamental

Behavioral analysis · telemetry

Leitura estatística de mira, reação e movimento, com apoio de IA, para separar o desempenho humano do assistido.

Revisão de partida

Demo · replay review

Análise técnica da gravação da partida por árbitros e especialistas.

Máquina oficial

Tournament hardware

Computadores ou consoles fornecidos, configurados e lacrados pela organização.

Homologação de periféricos

Peripheral approval

Inspeção e aprovação prévia de mouse, teclado, controle e headset, incluindo o firmware.

Verificação de integridade de arquivos

Hash check

Comparação dos arquivos do jogo com as versões originais para detectar adulteração.

Monitoramento remoto

Online proctoring

Câmera, captura de tela e áudio do atleta em partidas oficiais disputadas online.

Biometria contínua

Continuous biometrics

Leitura de digital no periférico, reconhecimento facial e rastreamento ocular durante toda a partida. Em desenvolvimento pela CBDEL em cooperação com a China.

Área de competição

Competition area protocol

Regras de acesso, dispositivos e comunicação no espaço em que as partidas presenciais acontecem.

Controle de dopagem

Doping control

Coleta de amostras de urina ou sangue por oficiais credenciados, segundo os padrões internacionais da WADA.

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// Atleta

Compromissos e garantias

Integridade é uma via de mão dupla: o atleta assume deveres e o sistema lhe garante direitos.

O atleta se compromete a

  1. Conhecer a Lista Proibida e os regulamentos de cada competição
  2. Solicitar AUT antes de competir sempre que usar medicamento controlado
  3. Declarar medicamentos e suplementos em uso
  4. Usar apenas equipamento e software homologados
  5. Proteger sua conta, suas credenciais e sua identidade
  6. Comunicar ao DEPADES qualquer tentativa de aliciamento ou fraude

Na Seleção Brasileira de Esports, esses compromissos integram o Aceite Técnico de Regras e o Juramento do Atleta.

O sistema garante ao atleta

  1. Regras públicas, claras e anteriores à competição
  2. Sigilo na apuração e nas denúncias
  3. Separação entre quem apura e quem julga
  4. Contraditório e ampla defesa perante o STJDEE
  5. Proteção de dados pessoais e sensíveis pela LGPD
  6. Orientação para o uso terapêutico legítimo de medicamentos
// Direção

Quem conduz o Departamento

Em nomeação

A anunciar

Diretor do Departamento

Em nomeação

A anunciar

Vice-Diretor

DEPADESCBDEL · Departamento criado em 14/09/2018